sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O PEQUENO PRÍNCIPE

Aqui faço relação da vida com filmes, mas... O Pequeno Príncipe (Le Petit Prince – escrito por Antoine de Saint-Exupéry) é uma história clássica, que virou filme em 1974 - The Little Prince. Acho que todos mais ou menos minha idade já viram o filme, pois passou inúmeras vezes na “Sessão da Tarde”, apaixonando várias gerações...
Apesar de achar que conhecem a história vou relembrar...
É a história de um piloto da segunda guerra mundial, que após uma pane em seu avião está perdido no meio do Deserto de Saara... Um dia ele é acordado por um pequeno príncipe que lhe pede para desenhar um carneiro. O piloto lhe diz que não sabe desenhar, e mostra o desenho que fez ainda criança que os adultos não reconheciam ou identificavam, mas o príncipe reconhece e a partir daí começa o desenrolar da história.
O pequeno lhe conta que veio de um pequeno planeta que têm três vulcões e sua amada rosa e conta o drama que vive em seu planeta, o drama do baobá, pois como mora em um planeta muito pequeno e o baobá é uma árvore grande e se ela crescer acaba com seu lar. Por isso precisa do carneiro, pois estes comem arbustos. Conta também suas aventuras em outros planetas, o planeta habitado por um único rei, o do homem vaidoso, do bêbado, do homem de negócios, do acendedor de lampião, do geógrafo, e por último o planeta terra, onde conheceu a serpente, a raposa e agora o piloto.
Confesso que não li o livro quando criança, só li agora a pouco, mas vi inúmeras vezes o filme na Sessão da Tarde, e como sempre chorava, mais isso é normal, choro em quase todos os filmes :P
Acho que é uma história para adultos, para gente grande, quando nos tornamos adultos deixamos de lado as coisas importantes... Ficamos muito superficiais...
Vim escrever hoje, pois me lembrei de um trecho do livro bem importante que acho que muitas vezes as pessoas (mesmo que sem querer) acabam cometendo esse erro e nos magoando...

"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui - disse a voz -, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - Tu és bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs ele. - Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa - disse o principezinho. Mas após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
(...)
- Eu procuro amigos. Que quer dizer cativar? Disse o príncipe.
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil garotos. Eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro.
Serás para mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo...
(...)
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
(...)
- Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para não se esquecer."

Coloquei o trecho aqui porque não precisa de mais palavras pra explicar o que quis falar, acho que as pessoas vão entender. Como se diz, “a carapuça serviu!”

Um comentário:

  1. Este seu livro eu li, você me emprestou quando fizemos o curso de Oratória com a Ana Rick, no SENAC. Depois procurei o filme imediatamente para revê-lo. Obrigada, nunca esqueço daquela leitura.
    Gabriele

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